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O Livro do Amor quase teve outro elenco: as mudanças de última hora que transformaram o filme exibido na Sessão da Tarde

Exibido na Sessão da Tarde desta quinta-feira (29 de janeiro), O Livro do Amor pode até parecer um drama delicado e direto, mas os bastidores da produção foram bem mais agitados do que o público imagina. Antes de chegar às telas com o elenco que ficou conhecido, o filme passou por mudanças importantes de escalação que alteraram completamente o rosto — e o tom — da história.

Dirigido por Bill Purple, o longa acompanha Henry, um arquiteto devastado pela morte da esposa que encontra um inesperado sentido para continuar vivendo ao criar uma conexão improvável com Millie, uma garota introspectiva que sonha atravessar o Atlântico em uma jangada construída por ela mesma. O que começa como uma ajuda prática se transforma em uma jornada de cura, escuta e transformação emocional para os dois.

Jason Sudeikis não foi a primeira escolha

No filme que chegou aos cinemas em 2016, Henry é interpretado por Jason Sudeikis, em um papel bem diferente de suas comédias mais populares. No entanto, o ator não era o nome originalmente planejado para o protagonista.

Quem estava escalado inicialmente era Jeffrey Dean Morgan, conhecido por trabalhos mais intensos e sombrios, como em The Walking Dead. Morgan acabou deixando o projeto por conflitos de agenda, forçando a produção a buscar um substituto às pressas. A entrada de Sudeikis trouxe uma abordagem mais contida e sensível ao personagem, o que acabou moldando o tom final do filme.

Millie também mudou de rosto antes das filmagens

A personagem Millie, que no longa final é vivida por Maisie Williams, também quase teve outra intérprete. A escolha inicial do estúdio era Chloë Grace Moretz, que chegou a ser associada ao projeto durante o desenvolvimento.

Assim como ocorreu com o protagonista, mudanças de agenda e decisões criativas fizeram com que Moretz deixasse o elenco antes do início das gravações. A vaga acabou ficando com Williams, que à época estava no auge da popularidade graças a Game of Thrones. Sua atuação deu à personagem um ar mais introspectivo e resiliente, que acabou se tornando um dos pontos mais elogiados do filme.

Trilha sonora também marcou uma estreia importante

Além das trocas no elenco, O Livro do Amor ficou marcado por um detalhe curioso nos bastidores: o filme representou a estreia de Justin Timberlake como compositor e supervisor musical de um longa-metragem.

A ligação do cantor com o projeto vai além da música. A atriz e produtora do filme, Jessica Biel, é esposa de Timberlake, o que ajudou a aproximar o artista da produção. A trilha contribui diretamente para o tom emocional da narrativa, reforçando a sensação de intimidade e melancolia que acompanha os personagens ao longo da jornada.

Um filme diferente do que quase foi

As mudanças de elenco mostram como O Livro do Amor poderia ter sido um filme bastante diferente. Com Jeffrey Dean Morgan e Chloë Grace Moretz, a história talvez ganhasse contornos mais duros ou dramáticos. Já com Jason Sudeikis e Maisie Williams, o longa encontrou um equilíbrio mais suave, apostando na sensibilidade e na construção silenciosa de afeto entre dois personagens feridos.

No fim, as trocas de última hora acabaram definindo a identidade do filme que chega hoje à TV aberta: um drama simples, emocional e focado menos no espetáculo e mais nos pequenos gestos que ajudam a reconstruir a vida depois da perda.