Se você é fã de Iron Maiden, sabe que ouvir os hinos da Donzela de Ferro em trilhas sonoras de filmes é quase tão raro quanto encontrar um zumbi que não quer te morder. A banda é famosa por ser extremamente protetora com seu catálogo, recusando a grande maioria das propostas que chegam à mesa de sua gerência. No entanto, o novo capítulo da franquia de terror de Danny Boyle e Alex Garland conseguiu o impossível.
Em um comunicado oficial recente, a banda explicou por que permitiu que o clássico “The Number of the Beast“ fosse a peça central de uma das cenas mais insanas de “Extermínio: Templo dos Ossos“ (28 Years Later: The Bone Temple).
Um Selo de Aprovação Britânico
A banda revelou que a decisão foi um “risco calculado”. Segundo os integrantes, a combinação da herança britânica da franquia com o peso dos nomes envolvidos — Danny Boyle, Alex Garland e a diretora Nia DaCosta — foi o fator determinante.
“Nós não deixamos muitas pessoas usarem nossa música, mas com a vibe britânica desta série e o conhecimento de quem estava por trás do filme, sentimos que valia a pena”, afirmou a banda em nota.
O grupo ainda admitiu que, embora soubessem que a cena seria fundamental, não poderiam prever o quão “incrível e visceral” seria o resultado final.
A Cena que Convenceu a Donzela
O momento em questão já está sendo chamado de o melhor needle drop (uso de música existente em cena) de 2026. Nele, o ator Ralph Fiennes, interpretando o Dr. Kelson, realiza uma performance frenética, quase ritualística, ao som da faixa de 1982. A cena envolve fogo, coreografia inspirada no Haka e uma entrega física de Fiennes que deixou até os produtores boquiabertos.
Para o Iron Maiden, ver sua música sendo usada para ilustrar o colapso da civilização e a loucura humana em um cenário pós-apocalíptico fez todo o sentido dentro da estética da banda, que sempre flertou com temas sombrios e literários.
O Novo Momento do Maiden no Cinema
A presença de “The Number of the Beast” em Extermínio acontece pouco tempo depois de outro hit, “The Trooper“, aparecer no final de Stranger Things, indicando que a banda pode estar sendo um pouco mais seletiva — porém aberta — a projetos que realmente respeitem o peso de seu legado.
Para os cinéfilos e metalheads, essa união em Templo dos Ossos é a prova de que, quando o roteiro é bom o suficiente, até os “deuses do metal” aceitam participar do apocalipse.

