Se existisse um dicionário visual para a palavra “cool”, a foto ao lado da definição seria, sem dúvida, a de Tessa Thompson. Com um currículo que transita entre deuses nórdicos, dramas históricos intensos e ficções científicas que fritam o cérebro, Tessa não é apenas uma atriz; ela é um evento cinematográfico.
Nascida em 3 de outubro de 1983, na ensolarada Los Angeles, e criada entre a vibe californiana e a energia de Brooklyn, Tessa carrega em seu DNA uma mistura cultural fascinante: pai afro-panamenho e mãe de ascendência mexicana e europeia. Essa pluralidade parece ter se infiltrado em sua arte, permitindo que ela mude de forma e voz com uma facilidade quase mística.
Do Bardo às Sombras: O Início de Tudo
Tessa não caiu de paraquedas em Hollywood. Ela “ralou” no teatro clássico, estreando com a Los Angeles Women’s Shakespeare Company. Imaginem a força necessária para interpretar Ariel em A Tempestade ou Julieta em uma versão de Romeu e Julieta ambientada na Nova Orleans de 1836 (papel que lhe rendeu uma indicação ao NAACP Theatre Award).
Na TV, muitos de nós a conhecemos como Jackie Cook no fenômeno cult Veronica Mars. Mas foi em 2014 que o mundo realmente parou para olhar. Com o filme independente Dear White People, Tessa provou que conseguia carregar um filme nas costas com carisma e energia inesgotáveis. Logo depois, ela viveu a ativista Diane Nash no aclamado Selma, mostrando que o drama histórico era seu parque de diversões.
O Soco no Estômago e o Brilho no Ringue
Em 2015, Tessa entrou para a franquia Creed como Bianca Taylor. Ela não era apenas “a namorada do boxeador”. Bianca era uma artista, uma cantora lidando com a perda progressiva da audição — um papel que exigia uma nuance que poucas atrizes conseguiriam entregar entre uma cena de luta e outra de Michael B. Jordan. A química entre os dois foi tão surreal que eles se tornaram um dos casais mais queridos da história recente do cinema.
E por falar em música, você sabia que a voz que você ouve nas trilhas de Creed e Creed II é a dela? Sim, Tessa é compositora e cantora, tendo colaborado com o grupo Caught a Ghost.
Uma Valquíria Entre Nós
Se o mundo independente já a amava, a Marvel a transformou em um ícone global. Em Thor: Ragnarok (2017), ela nos apresentou uma Valquíria que era uma mistura de Han Solo com uma lenda nórdica embriagada e cheia de trauma. Ela roubou a cena de Chris Hemsworth (o que não é tarefa fácil) e trouxe uma representatividade vital para o MCU.
A Inteligência Acima de Tudo: Westworld e Passing
Para quem gosta de ficção científica complexa, Tessa entregou tudo como Charlotte Hale em Westworld. Ela interpretou múltiplas camadas de consciência, robôs fingindo ser humanos e humanos sendo mais frios que máquinas. Foi uma aula de atuação minimalista e poderosa.
Mas se você quer ver o auge de sua técnica, precisa assistir a Passing (Identidade), de 2021. No papel de Irene Redfield, uma mulher negra vivendo no Harlem dos anos 20, ela entregou uma performance internalizada e silenciosa que lhe rendeu uma indicação ao BAFTA. É um filme sobre cor, identidade e inveja, onde o rosto de Tessa conta histórias que o roteiro nem precisa escrever.
O Fenômeno Hedda e o Futuro
Chegamos a 2025/2026, e Tessa Thompson continua subindo o nível. Com Hedda, adaptação de Henrik Ibsen dirigida por Nia DaCosta, ela foi aplaudida de pé no Festival de Toronto. A crítica descreveu sua atuação como “magnética” e “hipnotizante”. Ela não apenas estrelou; ela produziu, mostrando que sua visão criativa vai muito além do que acontece na frente das câmeras.
Recentemente, fomos atingidos pela notícia de que ela foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz por este papel. É o reconhecimento definitivo de uma trajetória que nunca buscou o caminho mais fácil, mas sim o mais interessante.
Por Dentro dos Números: A Diversidade na Carreira de Tessa
A carreira de Tessa Thompson é um exemplo de como a diversidade de gêneros pode construir uma estrela resiliente. Diferente de muitos atores de sua geração, ela mantém um equilíbrio quase perfeito entre o “Cinema de Arte” e os “Blockbusters”.
| Categoria | Percentual Estimado da Filmografia | Exemplo de Destaque |
| Drama Independente | 35% | Passing, Little Woods |
| Blockbuster/Franquia | 30% | Thor, Men in Black, Creed |
| Ficção Científica/Sci-Fi | 20% | Annihilation, Westworld |
| Comédia/Satírico | 15% | Sorry to Bother You, Dear White People |
Além disso, Tessa é uma voz ativa na comunidade LGBTQIA+.Em 2018, ela revelou ser atraída tanto por homens quanto por mulheres, defendendo a liberdade de ser quem se é. Essa autenticidade transborda para seus personagens, que raramente se encaixam em moldes binários ou simplistas.
O Que Vem Por Aí?
Com projetos como His & Hers e Is God Is no horizonte para 2026, Tessa Thompson não dá sinais de cansaço. Ela é aquela atriz que nos faz comprar o ingresso apenas por ler seu nome no pôster. Seja empunhando uma espada em Nova Asgard ou discutindo antropologia cultural (assunto que ela estudou na faculdade!), Tessa Thompson é, e continuará sendo, a definição de excelência no entretenimento.
Ela tem “Sim” tatuado em um braço e “Não” no outro. Para nós, a resposta é sempre “Sim” para qualquer projeto que ela escolha liderar.

