Henry Creel é o nome de batismo do cara que você conhece hoje como Vecna, o vilão principal da 4ª temporada de Stranger Things – e, na prática, o cérebro por trás de tudo que vem do Mundo Invertido. Ele também é o Número 001 (One), o primeiro garoto testado por Dr. Brenner em Hawkins Lab e a origem de todos os outros experimentos, incluindo a Eleven.
Resumindo em uma frase
Henry Creel é um menino “sensível” que, depois de desenvolver poderes psíquicos, massacra a própria família, vira cobaia de laboratório, é jogado no Mundo Invertido por Eleven e retorna como Vecna, o monstro que manipula o Mind Flayer e tenta destruir Hawkins.
Origem: o garoto estranho da Casa Creel
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Henry nasce por volta de 1945–1950 e se muda com a família para a famosa Casa Creel, em Hawkins, em 1959.
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Desde cedo, ele não se encaixa: é introspectivo, obcecado por morte, tempo e natureza – especialmente por aranhas viúvas-negras, que ele vê como predadoras perfeitas, superiores aos humanos.
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Aos poucos, descobre que tem poderes telepáticos e telecinéticos: controla o relógio da casa, tortura mentalmente o pai com memórias da guerra e começa a matar animais para testar seus limites.
Quando a mãe desconfia que “tem algo errado” com o filho e procura Dr. Brenner, Henry decide que a família precisa ser “eliminada”.
O massacre da Casa Creel
Na noite do ataque:
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As luzes piscam, o rádio liga sozinho, o ambiente congela.
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Henry mata a mãe e a irmã usando o mesmo padrão que veremos décadas depois em Chrissy, Fred e Max:
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levitação,
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ossos quebrando de dentro pra fora,
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olhos esmagados.
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Ele tenta fazer o mesmo com o pai, Victor Creel, mas exagera nos poderes, desmaia e entra em coma. Victor acaba preso como culpado pelos assassinatos.
Oficialmente, todos acreditam que Henry morreu na sequência. Na prática? Brenner mente para o mundo e leva o garoto para Hawkins Lab.
De Henry a 001: o primeiro experimento de Brenner
No laboratório:
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Henry vira o primeiro supercotista do trauma: tatuado como 001, ele é a base genética e psíquica de todo o programa de crianças com poderes.
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Brenner, percebendo o perigo, implanta em Henry um dispositivo chamado Soteria, que suprime os poderes e o transforma em prisioneiro de luxo: ele passa a trabalhar como “orderly”, aquele enfermeiro calmo, de branco, que circula pelo laboratório.
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É nessa fase que Henry começa a observar a pequena Eleven e a se identificar com ela – isolada, considerada “fraca” pelos outros números.
Ele se aproxima, dá conselhos sobre como usar emoções negativas para potencializar os poderes e planta a semente da desconfiança em relação a Brenner. Nada disso é por bondade: é preparação de terreno.
O dia em que tudo muda: o massacre de 1979
Quando se sente pronto, Henry revela a Eleven que:
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Ele é, na verdade, o One.
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O chip no pescoço o mantém preso.
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Os outros números “vão matá-la” e ela precisa fugir.
Ele entrega um cartão de acesso, leva Eleven para o porão e a convence a remover a Soteria com os poderes dela. Funciona. E aí o inferno começa:
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Com os poderes restaurados, Henry sai pelo laboratório e mata quase todos os funcionários e crianças.
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É o massacre que Brenner, por anos, faz o mundo acreditar que foi causado pela Eleven.
Só que, quando ele tenta trazer Eleven pro lado dele com um discurso de “somos superiores, vamos limpar a humanidade”, ela recusa. Os dois entram num duelo psíquico; Henry quase vence, até que Eleven lembra de um momento de amor/apoio do passado, encontra força extra e o esmaga com tudo.
O resultado: em vez de matá-lo, ela abre, sem querer, um portal e arremessa Henry para outra dimensão – o que a gente vai chamar depois de Mundo Invertido / Dimension X.
A transformação em Vecna e a ligação com o Mind Flayer
Jogado nesse “purgatório” alienígena:
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O corpo de Henry é queimado, deformado e fundido com as vines (as raízes orgânicas do Mundo Invertido).
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Ele encontra uma grande nuvem de partículas sombrias, um tipo de entidade sem forma definida.
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Usando seus poderes, molda essa névoa na forma de uma criatura aranha gigante: nasce o que a gente conhece como Mind Flayer.
A partir daí, Henry/Vecna passa a:
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controlar Demogorgons, Democães, Demobats, raízes e tudo que faz parte da mente coletiva do Mundo Invertido;
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atuar, à distância, através do Mind Flayer nas temporadas 2 e 3, possuindo Will, depois Billy e os “Flayed”.
Na 4ª temporada, a máscara cai: Dustin e o grupo descobrem que o “general” Vecna é, na verdade, o cérebro por trás do Mind Flayer – não o contrário.
Henry Creel em Stranger Things 4: o vilão definitivo
Em 1986, já como Vecna:
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Ele seleciona vítimas adolescentes com traumas pesados (Chrissy, Fred, Max, Patrick).
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Invade a mente da pessoa por dias, causando alucinações, dores de cabeça e visões do relógio da Casa Creel.
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No “ato final”, prende a vítima na sua Mind Lair, aquele cenário vermelho com a casa flutuando em pedaços, mata quebrando ossos e arrancando os olhos – e, com isso, abre um portal em Hawkins.
O plano: quatro mortes, quatro portais, um rasgo gigante conectando Hawkins ao Mundo Invertido.
Max atrapalha o jogo ao sobreviver uma vez (obrigado, Kate Bush), mas na segunda tentativa ele quase consegue matá-la de vez, abrindo o quarto portal e causando o terremoto que fecha a temporada.
Então… Henry Creel é o vilão final da série?
Tudo indica que sim.
Henry/H001/Vecna:
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é a origem do programa de crianças com poderes;
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é o responsável pela tragédia da Casa Creel;
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manipula o Mind Flayer e as criaturas do Mundo Invertido;
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já abriu os portais que começam a engolir Hawkins.
Ou seja: quando alguém pergunta “quem é Henry Creel em Stranger Things?”, a resposta simples é:
Ele é o nome humano do monstro que a série estava escondendo desde o começo – o garoto que virou experimento, foi jogado em outra dimensão e voltou como Vecna, o verdadeiro pesadelo de Hawkins.

