Será que vale a pena ver o filme da sessão da tarde hoje? Depende do seu nível de resistência emocional a duas coisas: cachorro com olhos de “sou inocente” e roteiro que aperta seus sentimentos como se fosse pasta de dente no fim do mês. Nesta terça-feira, 13, a Globo exibe Quatro Vidas de um Cachorro — aquele clássico moderno feito sob medida para te arrancar um “ai, meu Deus” entre uma reunião e outra.
📽️ Sobre o que é Quatro Vidas de um Cachorro?
A ideia é simples e perigosíssima: um cachorro morre… e volta. E volta. E volta. Em cada reencarnação, ele ganha uma nova raça, um novo dono, um novo “propósito” e, ainda assim, carrega a mesma saudade do primeiro amigo humano, Ethan. É como se o filme dissesse: “você pode mudar de corpo, de bairro, de fase da vida… mas aquele afeto raiz continua te puxando pela coleira”.
No caminho, o longa mistura infância no campo, drama familiar, cachorro policial, romance, perdas e reencontros — tudo narrado com a voz de Josh Gad (sim, o Olaf, só que aqui ele derrete seu coração em vez de cantar).
🎯 Para quem é?
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Para quem gosta de filme “abraço quentinho” com lágrimas inclusas no pacote.
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Para quem é do time “cachorro > humanidade” e não tem vergonha disso.
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Para quem curte melodrama com lições prontas, tipo Sempre ao Seu Lado (Hachi) (do mesmo diretor Lasse Hallström) — só que com reencarnação no modo turbo.
Agora, se você é do tipo que não aguenta animal sofrendo (nem que seja por dois minutos), vá com cuidado: o filme tem fama de “chantagem emocional com pedigree”. E vale lembrar que, antes do lançamento, rolou controvérsia por um vídeo de bastidores que parecia mostrar um cão em sofrimento durante uma cena com água; a estreia nos EUA chegou a ser cancelada, e depois a American Humane divulgou relatório dizendo que o vídeo teria sido editado de forma enganosa e que medidas de segurança estavam em vigor.
🎬 Quem está no elenco?
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Dennis Quaid como Ethan (versão adulta): o fazendeiro com cara de “a vida passou por cima e eu deixei”.
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KJ Apa como Ethan jovem: o típico bonitão de interior com destino quebrado no meio do caminho.
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Britt Robertson como Hannah: o amor que fica ali, esperando o universo parar de fazer curva errada.
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Josh Gad (voz do cachorro nas várias vidas): o narrador que te guia pela história como um terapeuta… só que peludo.
Curiosidade com gosto de rodapé triste: foi o último filme de Peggy Lipton.
🔍 Veredicto: Quatro Vidas de um Cachorro é bom?
É bom do jeito que um doce exageradamente doce é bom: você sabe que é muito, você reclama… e continua comendo. O roteiro é descaradamente manipulador? Sim. Mas também é eficiente, porque entende o que faz a gente colapsar: memória, culpa, saudade e a fantasia reconfortante de que o amor encontra um caminho — nem que precise reencarnar cinco vezes para acertar o endereço.
Assistir a isso é como abrir a galeria do celular e cair naquela pasta “2012–2016”: você ri, você sofre, você manda mensagem pra alguém que não falava há anos e depois finge que foi “só um filme”. Para a sessão da tarde hoje, funciona demais. Vale o play se você topar sair um pouco amassado.
🎬 Assista ao trailer

