tela quente hoje um dia extraordinário

Tela Quente hoje (23/02): Um Dia Extraordinário mistura agroglifo e drama familiar no Cine BBB — e acerta no coração

Se você acha que segunda-feira é só ressaca emocional do fim de semana e paredão do BBB, prepare-se: a Tela Quente de hoje (23/02) traz um telefilme que começa com um possível sinal extraterrestre e termina falando sobre aquilo que realmente nos assombra — o tempo, a distância e a família.

Exibido às 23h10, logo após o Big Brother Brasil 26, Um Dia Extraordinário é a aposta catarinense do projeto Telefilmes Regionais. E sim, ele invade o Cine BBB com um agroglifo no meio da plantação e um drama no meio do peito.


🌾 Qual é a história de Um Dia Extraordinário?

Moira (Alana Bortolini) é uma jovem agricultora que permaneceu no interior de Santa Catarina para cuidar da mãe idosa, Ivete (Margarida Baird). A vida segue num ritmo quase rural demais para o mundo contemporâneo — até que um misterioso agroglifo surge na plantação da família.

Sim, um daqueles círculos perfeitos que parecem obra de alienígenas ou de artistas com muito tempo livre.

Mas aqui vai o pulo do gato: o agroglifo não é o tema central. Ele é apenas o estopim.

A aparição do símbolo atrai curiosos, imprensa e — o mais importante — os irmãos de Moira, Cecília e Maurício, que haviam deixado o campo para trás. O fenômeno inexplicável vira pretexto para algo muito mais humano: o reencontro de uma família que acumulou silêncios por anos.


🎬 Ficção científica? Drama? Os dois — mas com calma

Dirigido por Cíntia Domit Bittar, o filme usa o elemento fantástico como ferramenta narrativa, não como espetáculo. Não espere nave espacial nem perseguição noturna com lanternas tremendo.

A diretora deixa claro: o agroglifo é um catalisador emocional.
O verdadeiro mistério é outro:
👉 Como lidar com a finitude?
👉 Como cuidar de quem um dia cuidou de nós?
👉 Como voltar para casa depois de tanto tempo longe?

É um drama agridoce, de sutilezas e pequenas explosões emocionais.


🎥 Produção catarinense com identidade própria

Filmado em Abelardo Luz, Bom Retiro e Florianópolis, o telefilme preserva sotaques e paisagens sem cair em caricaturas. O interior catarinense aparece com dignidade, sem filtro de propaganda turística.

E um detalhe técnico curioso:
O agroglifo foi construído fisicamente em uma plantação real, com acompanhamento de drones — nada de CGI preguiçoso. Isso reforça o compromisso da produção com uma estética naturalista.

A obra é uma coprodução da Novelo Filmes, Globo Filmes e NSC TV, ampliando a presença do audiovisual catarinense em rede nacional.


💔 O que realmente está em jogo?

No fundo, Um Dia Extraordinário é sobre envelhecer — e sobre o medo de perder tempo demais longe de quem importa.

A mãe Ivete, fascinada pelo desconhecido, encara o agroglifo quase como sinal divino. Moira encara como problema prático. Os irmãos enxergam oportunidade, culpa ou incômodo. Cada personagem projeta no símbolo aquilo que carrega por dentro.

O filme não entrega respostas sobre alienígenas.
Entrega algo mais raro: escuta e reconciliação.


📺 Por que ver na Tela Quente?

Porque é raro ver um filme regional ocupar um espaço de tanta visibilidade sem se render ao exagero. E porque o Cine BBB tem ampliado o alcance dessas histórias que normalmente ficariam restritas a festivais ou circuitos alternativos.

Assistir a Um Dia Extraordinário é lembrar que o extraordinário não está no céu — está no reencontro.


🎯 Veredicto Cinema de Buteco

É delicado, contemplativo e emocionalmente honesto.
Não é filme de gritar “uau”, mas de sair em silêncio e pensar na própria família.

Se você espera ET de Spielberg, talvez estranhe.
Se você gosta de drama íntimo com pitada de mistério, vale o play.


📌 Onde assistir

  • Tela Quente: segunda-feira, 23/02, às 23h10 (após o BBB 26)

  • Globoplay: disponível após a exibição


❓ FAQ – Um Dia Extraordinário

O agroglifo é explicado no filme?
Não de forma científica. Ele funciona como metáfora e motor dramático.

É inspirado em fatos reais?
Não diretamente. A história é ficcional, mas dialoga com fenômenos reais ligados a agroglifos.

É ficção científica?
Não exatamente. O elemento fantástico serve como catalisador de um drama familiar.

Preciso gostar de filmes lentos?
Sim, ajuda. O ritmo é contemplativo.

Vale para quem não é de Santa Catarina?
Totalmente. Quanto mais regional, mais universal o sentimento.