sessão da tarde Luta Pela Fé A História Do Padre Stu

Sessão da Tarde hoje: Mark Wahlberg troca o ringue pelo altar e prova que redenção dói em Luta Pela Fé: A História do Padre Stu

Será que vale a pena ver o filme da sessão da tarde hoje? Se você gosta de drama baseado em história real com cara de “a vida me derrubou, eu levantei… e aí a vida veio com uma cadeira”, então pode anotar: nesta terça-feira, 03/03/2026, às 15h25 (horário de Brasília), a TV Globo exibe Luta Pela Fé: A História do Padre Stu (Father Stu), dirigido por Rosalind Ross.

E aqui vai o aviso que ninguém pede, mas todo mundo agradece depois: esse não é um filme “fofinho de fé”. É um filme de fé com cicatriz, com queda feia, com linguagem mais áspera do que você espera de um drama religioso — e com uma pergunta no centro: dá pra virar gente quando você já passou tempo demais sendo problema?

📽️ Sobre o que é Luta Pela Fé: A História do Padre Stu

A história acompanha Stuart Long, um sujeito explosivo, briguento e autodestrutivo que tenta se reinventar depois que a vida fecha portas na cara dele. Ele começa como boxeador (aquela energia “se eu não ganhar no punho eu ganho no grito”), tenta virar ator, faz escolhas ruins, se mete em encrenca… até que uma série de acontecimentos o empurra para um caminho improvável: o sacerdócio.

O filme não vende a conversão como “milagre instantâneo”. Ele mostra a transformação como processo: vergonha, teimosia, recomeço, recaída emocional e, principalmente, a ideia de que o sofrimento pode virar serviço — não como punição, mas como propósito. Isso, aliás, é o motor do longa: a trajetória da autodestruição à redenção, do jeito que a matéria da Globo resume bem.

🎯 Para quem é?

Esse é um filme para:

  • quem curte dramas biográficos de “queda e reconstrução”;

  • quem gosta de histórias de fé sem filtro de Instagram, com personagens imperfeitos e decisões tortas;

  • quem se interessa por narrativas sobre vocação e mudança real — aquela que custa caro.

Talvez não seja para você se:

  • você quer algo leve, “Sessão da Tarde sorriso e abraço”;

  • você prefere filmes religiosos mais “limpos”, com menos arestas e menos conflito interno.

Aqui, a fé aparece como briga e resistência — não como enfeite.

🎬 Quem está no elenco?

  • Mark Wahlberg como Stuart Long: ele abraça o personagem no modo “turbulento”, com aquela intensidade de cara que não sabe existir no meio-termo.

  • Mel Gibson como o pai: presença pesada, relação difícil, e um tipo de amor que aparece mais por atrito do que por carinho.

  • Teresa Ruiz como Carmen e Jacki Weaver como a mãe: duas forças diferentes puxando Stu para lugares opostos — e isso dá liga emocional.

Direção e roteiro: Rosalind Ross (estreia em longa).

🔍 Veredicto: Luta Pela Fé é bom?

Ele é um filme melhor do que o “pitch” sugere, e mais bagunçado do que o coração gostaria.

Funciona muito quando aposta no contraste: o Stu antes (impulsivo, autossabotador) e o Stu depois (ainda impulsivo, só que tentando canalizar isso para algo maior). E funciona também porque não transforma o protagonista em santo de vitrine — ele continua sendo uma pessoa difícil, só que agora tentando amar melhor.

Mas tem um porém: a crítica ficou dividida. Em agregadores, a recepção tende ao “misto”, com elogios ao esforço e ao elenco, mas ressalvas sobre o tom e a condução dramática.

Já o público, em geral, compra a jornada com mais facilidade — porque a história tem aquele tipo de impacto simples: você sai pensando “ok, talvez ainda dê tempo de mudar alguma coisa”.

Vale o play na sessão da tarde hoje? Vale — principalmente se você gosta de dramas de redenção que não fingem que a vida é justa, e sim que a gente pode escolher o que faz com o que a vida nos dá.

🎬 Assista ao trailer