Muita gente assistiu ao blockbuster estrelado por Brad Pitt e pensou que era apenas mais um roteiro original de Hollywood cheio de adrenalina. Mas a verdade é que as raízes dessa história atravessam o oceano e vêm da literatura japonesa!
Aqui no Cinema de Buteco, a gente adora comparar a fonte original com a adaptação. Se você ficou curioso, confira o que muda e o que permanece nessa transição:
O Que Muda do Livro para as Telas?
A maior diferença, e também a mais polêmica, está no elenco. No livro de Isaka, praticamente todos os personagens são japoneses. Para o filme, o diretor David Leitch optou por uma abordagem global, transformando o “Trem-Bala” em um caldeirão de nacionalidades.
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Ladybug (Brad Pitt): No livro, o personagem é conhecido como Nanao. Ele mantém o azar lendário e a vontade de largar a profissão, mas a dinâmica com a sua “handler”, Maria Beetle, é ainda mais detalhada nas páginas.
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A “Príncipe”: No material original, o personagem do Príncipe é, na verdade, um estudante adolescente (menino) cruel e manipulador. No filme, o papel foi adaptado para a talentosa Joey King, trazendo uma nova camada para a vilania da personagem.
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O Tom da História: Enquanto o filme é uma comédia de ação escrachada e colorida, o livro de Isaka pende mais para o humor negro seco e o suspense, com reflexões filosóficas sobre a sorte e o destino entre uma morte e outra.
Por Que Você Deve Ler o Livro?
Se você gostou da dinâmica entre os irmãos Lemon e Tangerine, o livro é um prato cheio. A obsessão de Lemon por “Thomas e Seus Amigos” está lá, e a relação fraternal entre os dois assassinos é o coração emocional da obra. Além disso, o livro aprofunda muito mais o submundo da Yakuza e as motivações do personagem “The Elder”.
5 Curiosidades que Conectam o Livro ao Filme
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Mestre do Suspense Japonês: Kōtarō Isaka é um dos autores mais populares do Japão, conhecido por tramas que se entrelaçam de forma genial (muito parecido com o estilo de Quentin Tarantino).
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Universo Compartilhado: O livro faz parte de uma trilogia de assassinos de Isaka. O primeiro volume chama-se “Three Assassins” (ou Grasshopper), onde alguns personagens citados em Trem-Bala aparecem pela primeira vez.
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Defesa do Autor: Diante das críticas de “whitewashing” (embranquecimento) do elenco, o próprio Isaka defendeu a produção, afirmando que seus personagens “nem parecem pessoas reais, são como desenhos”, e que vê-los interpretados por estrelas de Hollywood era uma experiência divertida.
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A Maleta: O mistério da maleta de dinheiro é o motor do livro, assim como no filme, servindo como o “MacGuffin” perfeito para colocar todos os assassinos em rota de colisão.
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Sucesso Tardio: O livro demorou mais de uma década para explodir no Ocidente, sendo traduzido para o inglês apenas em 2021, pouco antes do lançamento do filme.


