as musicas que tocam em exterminio temlo dos ossos

As músicas que tocam no filme Extermínio: O Templo dos Ossos

Prepare o estoque de paracetamol e esconda seus discos de vinil, porque a trilha sonora de Extermínio: Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple) chegou para provar que o apocalipse zumbi não é apenas sobre correr de infectados espumando de raiva, mas sobre ter um gosto musical impecavelmente duvidoso enquanto o mundo acaba.

Se você achou que sobreviver 28 anos na Grã-Bretanha desolada seria regado a silêncio dramático, a diretora Nia DaCosta tem uma mensagem para você: Ralph Fiennes quer bater cabeça.

Aqui está uma análise (levemente perturbada) das músicas que embalam a carnificina, com as devidas explicações sobre por que o Dr. Kelson é oficialmente o DJ mais perigoso do pós-apocalipse.


1. O Momento “Lip Sync for Your Life”: Iron Maiden – The Number of the Beast

Vamos tirar o elefante metálico da sala. Em uma das cenas mais surreais da história do cinema britânico, Ralph Fiennes (o eterno Voldemort, agora conhecido como Dr. Kelson) decide que a melhor maneira de convencer uma seita de cultistas lunáticos de que ele é o próprio “Old Nick” (o Diabo) é fazendo um cover performático de Iron Maiden.

Imagine a cena: um memorial feito de ossos humanos, fogo para todos os lados, e um médico aposentado de 60 e poucos anos fazendo um Haka misturado com dança contemporânea japonesa ao som de “6-6-6, the number of the beast!”. Segundo a diretora Nia DaCosta, o objetivo era ser o melhor “Lip Sync for Your Life” que o mundo já viu — e se RuPaul estivesse viva no apocalipse, ela certamente daria o troféu para Fiennes. O homem não apenas dublou; ele berrou a letra, jogou tochas de fogo e quase derrubou o Templo de Caveiras. Bruce Dickinson deve estar orgulhoso (ou aterrorizado).

2. A Obsessão Retrô: O Festival Duran Duran

Enquanto a maioria de nós estaria preocupada em achar comida enlatada que não venceu em 2004, o Dr. Kelson passou as últimas três décadas polindo sua coleção de vinil. O filme nos apresenta o “lado suave” do médico com nada menos que três faixas do Duran Duran:

  • Ordinary World: Perfeita para olhar pela janela e ver Londres em ruínas.

  • Girls on Film: Para lembrar que, no passado, as câmeras serviam para moda, não para monitorar hordas de zumbis.

  • Rio: Porque nada diz “estou perdendo a sanidade em uma ilha deserta” como um pop sintético dos anos 80.

De acordo com a produção, Kelson é aquele cara que seria o mais velho em um show da Olivia Rodrigo, mas como não existem mais shoppings ou TikTok, ele se contenta em forçar zumbis a ouvirem Simon Le Bon.

3. O Despertar do Caos: Radiohead – Everything In Its Right Place

Nia DaCosta e o roteirista Alex Garland decidiram usar a clássica do Radiohead para dar aquele tom de “está tudo bem, mas na verdade nada está bem”. A música é usada de forma dramática para mostrar a Grã-Bretanha esquecida e sem lei. É o tipo de canção que faz você querer se sentar no chão e aceitar que sua dieta agora é baseada em ratos e água de chuva, mas com uma sofisticação de Oxford.

4. A Volta às Raízes: John Murphy – In The House, In A Heartbeat

Nenhum filme de Extermínio está completo sem o hino oficial da ansiedade generalizada. Composta originalmente por John Murphy para o filme de 2002, a faixa retorna no final de Templo dos Ossos para lembrar ao público que o perigo não mudou, apenas ficou mais velho. Quando aqueles acordes de piano começam a acelerar, seu corpo já sabe o que fazer: procurar a saída de emergência mais próxima ou começar a correr em câmera lenta.

5. O Toque de Classe: Hildur Guðnadóttir

Para equilibrar o rock pesado e o pop oitentista, a trilha conta com a trilha original da islandesa Hildur Guðnadóttir (Coringa, Chernobyl). Ela traz aquele som experimental que parece um violoncelo sendo torturado em uma caverna de gelo — o que combina perfeitamente com um filme que tem “Templo dos Ossos” no título.


Veredito: O Apocalipse nunca soou tão bem

Se você for ao cinema (ou ao que sobrou dele em 2026), prepare-se. “Extermínio: Templo dos Ossos” prova que você pode tirar o país de um homem, pode tirar a civilização de um homem, mas você nunca tirará o desejo de um médico britânico de se vestir de couro e invocar Satã ao som de Heavy Metal clássico.

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