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IT: Welcome to Derry – Pennywise Sabe o Futuro e Tentou Matar a Mãe de XXX Pra Mudar Tudo

Se você terminou IT: Welcome to Derry achando que entendeu tudo, sinto informar: você não entendeu é nada. O showrunner Jason Fuchs acabou de dar uma entrevista bomba ao Collider revelando detalhes que vão fazer você reassistir a série inteira com outros olhos.

Prepara o coração porque tem confirmação de parentesco, Pennywise viajando no tempo (ou não), crianças atores chorando de verdade nas gravações, e aquele cameo da Beverly que quase não aconteceu. E o melhor: Fuchs entrega tudo isso com a sinceridade de quem sabe que acabou de mexer com um vespeiro de fãs de Stephen King.

Bora destrinchar essa maluquice toda?

SIM, Marge É a Mãe de Richie Tozier — E Pennywise Tentou Matá-la Por Isso

A teoria que tava martelando na cabeça dos fãs desde o episódio 1? CONFIRMADA. Marge (Matilda Lawler) é Margaret Tozier, a mãe do Richie Tozier que a gente conhece nos filmes de IT (vivido por Finn Wolfhard criança e Bill Hader adulto).

Mas aqui vem o plot twist macabro: Pennywise SABE disso. E mais — ele tentou matá-la justamente pra evitar que Richie nascesse e, no futuro, ajudasse a derrotá-lo.

Jason Fuchs explica:

“Pennywise revela o poster de ‘procura-se’ do Richie Tozier pra Marge, sugerindo que IT tem uma relação única com o tempo e pode não experienciar o fluxo do tempo da mesma forma que nós.”

Ou seja: Pennywise enxerga passado, presente e futuro ao mesmo tempo. Ele já sabe que vai ser derrotado pelo Clube dos Otários em 1989. E tenta mudar isso matando a mãe de um deles antes que ele nasça.

É tipo Exterminador do Futuro, mas com palhaço demoníaco comedor de crianças.

marge richie

Mas Calma — Pennywise NÃO Viaja no Tempo (Pelo Menos Não Do Jeito Que Você Pensa)

Antes que você saia gritando “viagem no tempo!” pelos cantos, Fuchs joga um balde de água fria:

“Não tenho certeza se IT entenderia o conceito de ‘voltar no tempo’ da forma que você e eu entenderíamos. Estamos sugerindo que IT tem uma relação única com o tempo e pode não experienciar o fluxo temporal do jeito que nós experienciamos.”

Tradução: Pennywise não viaja no tempo tipo De Volta Pro Futuro. Ele simplesmente existe em múltiplas linhas temporais simultaneamente. Pra ele, não existe “ontem” ou “amanhã” — é tudo agora.

Tipo Dr. Manhattan em Watchmen, mas infinitamente mais assustador.

E Fuchs deixa claro que isso foi intencional:

“Era importante pra gente introduzir mistérios frescos nessa temporada. Respondemos muitos mistérios, mas também devíamos ao público alguns mistérios novos igualmente intrigantes.”

Basicamente: eles revelaram Bob Gray, Mrs. Kersh, a conexão com Beverly… mas deixaram ESSA bomba-relógio pra explodir no futuro. Genial e frustrante ao mesmo tempo.

A Morte de Rich Santos Foi Tão Emocional Que a Equipe Chorou No Set

Se você DESTRUIU assistindo Rich (Arian Cartaya) se sacrificar pra salvar Marge no episódio 7, saiba que você não foi o único a chorar. A equipe toda — incluindo Fuchs e o co-showrunner Brad Caleb Kane — ficou emocionada.

“Brad e eu ficamos emocionados colocando isso no papel. Ficamos emocionados assistindo acontecer no set. E mesmo depois de ver essa cena dezenas de vezes em diferentes cortes do episódio 7, ela nunca fica menos emocional.”

A cena onde Rich beija a tampa da geladeira antes de morrer? Tava no roteiro. Não foi improviso. Fuchs queria capturar aquele primeiro amor adolescente com toda a intensidade possível.

“Quando Marge diz ‘eu te amo’, não é só porque é o último momento dele. Não é só porque ela acha que deveria dizer algo bonito. Ela realmente sente. Com todo o coração.”

E Arian Cartaya (o ator que interpreta Rich) trazia essa energia pro set TODO DIA:

“Ele chegava dançando, cumprimentando todo mundo. Era o prefeito de Derry. Todo aquele amor e bondade que Arian tem foi capturado naquele momento em que ele beija a tampa da geladeira.”

Não tô chorando, VOCÊ que tá chorando.

As Crianças Conseguiram Carregar o Peso Dramático Porque… Bem, São Incríveis

Fuchs e Brad Caleb Kane são ex-atores mirins. Então eles sabiam EXATAMENTE o que estavam pedindo quando escalaram crianças pra carregar cenas emocionais pesadíssimas.

“Eu comecei a atuar aos 7 anos. Brad começou jovem também. Nós dois abordamos isso muito preocupados se encontraríamos os atores certos. Mas uma vez que encontramos essas crianças incríveis… sabíamos que eles conseguiriam lidar com o fardo emocional e dramático.”

O elenco jovem morou em Toronto por quase 2 anos durante as filmagens (que foram interrompidas pelas greves de roteiristas e atores). Fuchs conheceu as famílias inteiras — mães, pais, avós, tios, irmãs.

E o melhor? Eles escreviam pros atores conforme conheciam suas personalidades:

“Clara Stack [Lilly] tem um dos rostos mais unicamente expressivos que já vi num ator. Ela consegue comunicar tanta emoção sem uma linha de diálogo. De repente você percebe que escreveu demais pro personagem porque Clara não precisa de um parágrafo pra dizer o que precisa dizer. Ela diz com um olhar.”

Isso é direção de elenco no NÍVEL HARD.

O Gore Não É Só Por Shock Value — É Estratégia Narrativa

Aquela cena onde Pennywise fatia a cabeça do Sr. Kersh e come como se fosse um melão? Sim, foi proposital. Não, não foi só pra chocar.

Fuchs explica a filosofia do gore na série:

“Se você leu o livro, ele é sangrento. É horrível. Isso não é verdade pra todo romance do Stephen King, mas é verdade pra uma boa parte deles. Seria estranho e não-orgânico fazer IT sem gore.”

Mas tem método na loucura. Fuchs compara gore com comédia:

“Numa comédia, quanto mais você faz o público rir, mais fácil é acessá-los emocionalmente. Você fisga eles com risada, e de repente eles tão abertos pra uma resposta emocional. É a mesma coisa com gore no terror.”

Ou seja: te chocam com o gore, você fica engajado visceralmente, e AÍ eles te destroem emocionalmente com uma cena tipo Rich e Marge se despedindo.

É cruel. É eficiente. É genial.

E pra galera que acha que já viu tudo? Fuchs tem uma confissão hilária:

“Desde o jardim de infância eu fazia livrinhos de gore com um amigo. Era só desenhos de mãos e cabeças decepadas. Felizmente ninguém ficou preocupado comigo e entenderam que era tudo direcionado pra objetivos criativos.”

Tá explicado de onde vem a criatividade mórbida.

Mrs. Kersh É Vilã? A Resposta É Complicada

madeleine stone Ingrid Kersh é vilã ou vítimaIngrid Kersh (Madeleine Stowe) fez coisas horríveis — incluindo incitar um massacre racial no Black Spot. Mas ela é puramente má?

Fuchs pondera:

“Você é o que você faz. Pode achar que é uma boa pessoa no fundo, pode ter motivos positivos. Mas se você faz coisas malignas, especialmente em escala de assassinato infantil e massacre racial, não importa quais são seus motivos. Suas ações te definem.”

MAS (e tem um mas):

“Essa é alguém que foi traumatizada jovem, que perdeu o pai em circunstâncias inexplicáveis e tem a chance de vê-lo de novo. Quem não sacrificaria muito pra ver o pai de novo?”

Então Ingrid não nasceu destinada a ser assassina. Ela foi quebrada pelo trauma. IT só aproveitou as rachaduras.

É trágico. É humano. E torna tudo ainda mais assustador porque a gente entende de onde vem a maldade dela.

Aquele Cameo da Beverly? Quase Não Rolou

beverly aparece em it welcome to derryA cena pós-créditos com Sophia Lillis (Beverly criança) e Joan Gregson (Mrs. Kersh) no asilo Juniper Hill em 1988? Mudança de última hora.

Fuchs conta:

“Conversamos sobre a possibilidade de terminar só com a família Grogan deixando Derry. Mas parecia que tinha uma oportunidade de conectar os pontos com os filmes de mais uma forma.”

E a sacada é BRILHANTE: aquele momento recontextualiza completamente a cena de IT: Capítulo 2 onde Beverly adulta (Jessica Chastain) encontra Mrs. Kersh.

“Você pode reassistir IT: Capítulo 2 agora e entender aquela cena entre Mrs. Kersh e Beverly numa luz totalmente diferente. O dia mais traumático da vida jovem da Beverly — quando descobriu que a mãe se matou — é também a primeira (e talvez única) vez que ela viu Mrs. Kersh.”

IT lembra disso. E usa contra ela em 2016.

É camadas sobre camadas de trauma. Stephen King tá orgulhoso.

Dick Hallorann Ainda Não É o Herói de O Iluminado — Mas Tá Quase Lá

O arco de Dick Hallorann (Chris Chalk) termina com ele indo pra Londres, mas ainda não é o cara altruísta que morre salvando Danny Torrance em O Iluminado.

Fuchs explica:

“Não acho que Dick muda na história. Acho que ele vai de egoísta pra altruísta. Mas não tenho certeza se isso é verdade. Acho que Dick é fundamentalmente altruísta, e em algum ponto da vida, as experiências o convenceram do contrário.”

Ou seja: a jornada dele em Derry foi de redescoberta, não transformação.

“Ele percebe: ‘Pera aí, eu sou um cara muito melhor do que eu sabia que era’. Sempre esteve nele.”

E ainda tem caminho até O Iluminado:

“Ainda tem um Delta real entre o Dick que tá deixando Derry pra Londres e o Dick que vamos encontrar no Overlook um dia. Ele ainda não é o cara que vai arriscar a vida pelo Danny Torrance. Mas tá no caminho.”

Basicamente: temporada 2 e 3 vão desenvolver isso.

Resumindo: O Que Você Precisa Saber

Marge = Margaret Tozier = mãe do Richie (CONFIRMADO)
Pennywise enxerga passado/presente/futuro simultaneamente — não “viaja” no tempo
Ele tentou matar Marge pra impedir que Richie nascesse
A equipe chorou de verdade filmando a morte do Rich
O gore é estratégia narrativa, não só shock value
Mrs. Kersh é vilã, mas com motivos humanos trágicos
Beverly viu Mrs. Kersh pela 1ª vez no dia que a mãe morreu
Dick Hallorann ainda tá virando o herói de O Iluminado

E Agora? Temporada 2 Vem Aí (Provavelmente)

A 2ª temporada ainda não foi oficialmente renovada, MAS:

  • Sala de roteiristas começou em junho de 2025
  • Filmagens devem começar em março de 2026
  • Vai se passar em 1935 (flashbacks de Bob Gray)
  • Temporada 3 seria em 1908 (origem TOTAL de IT)

Fuchs deixa claro: eles já sabem as respostas dos mistérios. Só precisam da HBO dar luz verde.

E você? Já sabia que Marge era mãe do Richie? Ou essa revelação te pegou de surpresa? E aquela parada do Pennywise enxergando o futuro — faz sentido ou é viagem demais?