Será que vale a pena ver o filme da sessão da tarde hoje? Se você curte fantasia teen com coreografia que resolve conflitos diplomáticos e músicas que funcionam como “discurso motivacional com bateria”, então sim: sexta-feira, 30/01/2026, às 15h25, a Globo exibe Descendentes 3.
Sobre o que é Descendentes 3?
Mal, Evie, Carlos e Jay voltam à Ilha dos Perdidos para buscar novos “VKs” (os kids de vilões) e levar para Auradon — aquele reino onde todo mundo parece ter acordado com luz perfeita e autoestima regulada.
Só que o roteiro não deixa ninguém viver em paz: a barreira mágica que separa a ilha do resto do mundo começa a dar ruim, e a ideia de “fechar tudo pra sempre” vira uma discussão gigantesca sobre culpa, pertencimento e quem merece segunda chance. No meio disso, Audrey resolve surtar com poderes, Hades entra em cena, e a história vira um baile de magia, ressentimento e reconciliação com refrão chiclete.
Para quem é?
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Para quem gosta de musical pop com estética Disney Channel no modo turbo.
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Para quem acompanhou Descendentes 1 e 2 e quer o “grand finale” do arco da Mal e do grupo.
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Para quem ama “vilão com trauma” e acha que a vida seria melhor se toda DR tivesse coreografia.
Passe longe se: você não aguenta personagens resolvendo o destino do reino com frases do tipo “eu preciso ser quem eu sou” (aqui isso vem em caixa fechada).
Quem está no elenco?
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Dove Cameron (Mal): a protagonista que tenta ser rainha sem virar a própria Malévola.
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Sofia Carson (Evie): a amiga sensata com figurino de passarela.
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Cameron Boyce (Carlos): energia e coração do grupo.
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Booboo Stewart (Jay): o atleta que funciona como “músculo + lealdade”.
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Sarah Jeffery (Audrey): quando o recalque encontra um cetro, nasce uma crise nacional.
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Cheyenne Jackson (Hades) e China Anne McClain (Uma): tempero extra de poder e rivalidade.
Direção: Kenny Ortega, o cara que basicamente tem doutorado em “musical adolescente que vira evento”.
Veredicto: Descendentes 3 é bom?
Funciona exatamente pelo que ele é: um encerramento emocional, barulhento e assumidamente pop. O filme não finge ser cinema indie — ele quer ser show. E quando abraça isso, entrega: números musicais com energia, conflitos claros e aquela sensação de “fim de ciclo” para quem cresceu com a franquia.
E tem um peso real fora da tela: depois da morte de Cameron Boyce, a Disney cancelou a première de tapete vermelho e dedicou a exibição do filme à memória dele — o que deixa tudo mais carregado pra muita gente que acompanhou a saga.
Vale o play na sessão da tarde hoje? Vale, se você quer fantasia musical com carisma e fechamento de história. E vale ainda mais se você aceita a regra de ouro do gênero: aqui, sentimentos não andam — eles dançam.

