FILMES LANÇAMENTOS o beijo da mulher-aranha

Lançamento: Jennifer Lopez brilha (e arrasa corações) em O Beijo da Mulher-Aranha — o musical mais ousado (e ignorado) do ano

Em um mundo onde musicais live-action estão cada vez mais engessados, O Beijo da Mulher-Aranha chega como aquele número ousado de cabaré que a maioria finge não ter visto, mas que ninguém esquece. Escrito e dirigido por Bill Condon, o filme adapta o musical da Broadway de 1992 — que por sua vez veio do clássico romance de Manuel Puig — numa releitura cheia de glitter, tragédia e resistência LGBTQIA+ ambientada no coração sombrio da ditadura argentina.


🎭 Sobre o que é O Beijo da Mulher-Aranha?

Em uma prisão durante os estertores da Guerra Suja na Argentina, o estilista gay Luis Molina (Tonatiuh) divide cela com o revolucionário Valentín Arregui (Diego Luna). Enquanto o mundo lá fora queima, os dois criam um universo imaginário — uma fantasia technicolor estrelada por Aurora (Jennifer Lopez), diva de cinema que pode ou não ser a temida Mulher-Aranha, símbolo do desejo e da morte.

Entre canções, alucinações e repressão, uma história de amor impossível floresce entre os dois prisioneiros — e nos leva a uma conclusão tão poética quanto devastadora. Sim, você vai chorar. E cantar. Talvez ao mesmo tempo.


👥 Pra quem é esse filme?

  • Pra quem ama musicais que misturam política com paixão sem pedir desculpas.

  • Pra fãs de Jennifer Lopez que querem vê-la cantar, dançar e atuar com A maiúsculo.

  • Pra quem curtiu Cabaret, Chicago ou Fosse/Verdon, e sente falta de um musical com nervo, suor e um certo ar de perversão artística.

  • Pra jovens LGBTQIA+ que querem ver histórias de resistência emolduradas com plumas, glitter e lágrimas verdadeiras.

Se você quer um filme “leve” ou escapista, talvez esse não seja o musical ideal. O Beijo da Mulher-Aranha te exige emocionalmente — e cobra em lágrimas.


💃 E as atuações?

Tonatiuh é o coração do filme. Seu Molina é trágico, engraçado, cheio de nuance — longe do estereótipo, perto do sublime. Ele canta “She’s a Woman” como se sua vida dependesse disso. Talvez dependesse mesmo.

Diego Luna segura bem a barra como Valentín, dando camadas a um personagem que poderia cair na dureza pura. Mas é Jennifer Lopez quem rouba a cena. Como Aurora, ela aparece em números musicais que parecem saídos diretamente de um delírio dirigido por Bob Fosse e estilizado por RuPaul. Sua interpretação de “Gimme Love” é uma explosão de coreografia, iluminação e pura presença de palco.

Ela entrega? Sim. Ela dá tudo? Dá. Ela salva o filme? Em muitos momentos, absolutamente.


🎥 Direção, visual e música

Bill Condon mistura cinema político com musical de estúdio clássico, e a montagem alterna entre o aspecto 1.85:1 das cenas reais e o 1.33:1 das fantasias, numa homenagem à era de ouro de Hollywood. A inspiração em Cabaret é clara — e bem-vinda.

A trilha sonora é um mix de faixas do musical original com novas composições, incluindo a belíssima “I Will Dance Alone”. A direção de arte brilha especialmente nas cenas com Lopez, que parecem arrancadas de um musical dos anos 40 e banhadas em neón.


🧨 Então por que ninguém viu esse filme?

Apesar da recepção calorosa em Sundance e da performance elogiada de Lopez, O Beijo da Mulher-Aranha foi um fracasso retumbante nas bilheterias. Custou US$ 30 milhões e arrecadou só 2. Triste, mas previsível: musicais adultos, LGBTQIA+ e politicamente intensos têm dificuldade de encontrar espaço fora dos festivais hoje em dia.

Mas os críticos não esqueceram. Lopez é considerada uma das apostas para o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e a atuação de Tonatiuh já é citada como sua consagração como estrela em ascensão.


🏳️‍🌈 Veredicto: assista por amor à arte

O Beijo da Mulher-Aranha é um musical fora do tempo, desses que vão virar cult em 10 anos e que os TikTokers cinéfilos vão redescobrir em edições coloridas ao som de Billie Eilish. Ele é imperfeito, grandioso, camp e profundamente humano. E às vezes, é exatamente disso que o cinema precisa.


🎞️ Onde assistir?/Data de lançamento

O filme estreou nos cinemas dos EUA em outubro de 2025 e acabou de chegar no Brasil, precisamente em 15 de janeiro de 2026.