Será que vale a pena ver o filme da sessão da tarde hoje? Se você curte comédia romântica com cara de escapismo premium — tipo “terapia, só que com champanhe e humilhação social em 4K” — a Globo te entrega Podres de Ricos nesta segunda (12/01), na faixa da tarde.
Sobre o que é Podres de Ricos?
Rachel Chu é professora, gente como a gente — até o namorado, Nick, convidar para um casamento em Singapura e “esquecer” um detalhe mínimo: ele é herdeiro de um império e, basicamente, o crush mais cobiçado do país. Resultado? Rachel vira alvo de socialites com sorriso de esmalte e da mãe de Nick, uma Michelle Yeoh que olha pra você como quem avalia um currículo… e reprova pelo cheiro.
O filme é essa fantasia deliciosa onde o amor tenta sobreviver a um ecossistema hostil: gente rica demais, indireta demais, e uma competição social que parece BBB, só que com colares que valem um bairro.
Para quem é?
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Vai amar se você curte romcom com glamour e veneno controlado, tipo O Diabo Veste Prada (sem a moda como vilã principal) ou Bridgerton (sem o narrador fofoqueiro, mas com fofoca do mesmo jeito).
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Vai torcer o nariz se você tem alergia a “gente perfeita em lugares perfeitos” e prefere romance mais pé no chão.
E um aviso: se você não curte casamentos gigantes com crises existenciais e guerras frias de família travadas no tom passivo-agressivo, talvez seja dia de trocar de canal e abraçar a paz.
Quem está no elenco?
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Constance Wu (Rachel): segura o filme com carisma e cara de “como eu vim parar nesse surto de luxo?”.
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Henry Golding (Nick): o namorado que te leva pra conhecer a família… e só depois te conta que a família tem um PIB.
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Michelle Yeoh (Eleanor, a mãe): classe e ameaça no mesmo olhar — ela não precisa gritar; o silêncio já é um edital de reprovação.
Veredicto: Podres de Ricos é bom?
É bom — e esperto. Podres de Ricos parece sobremesa: doce, vistosa, mas com uma pitada de ironia sobre status, pertencimento e o preço social do “amor verdadeiro”. Assistir a isso é como entrar num shopping de luxo sem intenção de comprar nada… e descobrir que as vitrines também te julgam.
Não é uma revolução do gênero, mas é um daqueles filmes que sabem exatamente o que são: entretenimento com brilho, timing cômico e um “combate” familiar que rende cenas deliciosamente tensas. Para sessão da tarde hoje, é o tipo de escolha que te faz esquecer da vida real por duas horas — e, sinceramente, isso já é um serviço público.

