Lucas Paio e os filmes assistidos em maio, junho e julho | Cinema de Buteco
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Lucas Paio e os filmes assistidos em maio, junho e julho

DEPOIS DE UM HIATO MAIS LONGO QUE O PREVISTO, retorno a esta coluna para compartilhar convosco os longas-metragens que conferi nos últimos três meses. Juntando maio, junho e julho acho que não chego à metade dos 39 filmes vistos em janeiro, mas o que se há de fazer? (As revisões estão marcadas com um asterisco.)

Maio

Critica-Guerra-Civil-2 Lucas Paio e os filmes assistidos em maio, junho e julho

99- Capitão América: Guerra Civil (2016): Eu não estava lá muito empolgado para mais um filme da Marvel com as mesmas piadas, a mesma direção genérica e um elenco de 79 heróis, e talvez por isso mesmo tenha me surpreendido. Além da trama mais séria (dando continuidade ao eficiente O Soldado Invernal), Guerra Civil traz uma das sequências de ação mais divertidas de todos os 13 filmes da Marvel até agora: justamente o confronto entre esses trocentos heróis num aeroporto alemão. E ainda nos apresentou ao melhor Homem-Aranha dos cinemas.

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100- It’s Such a Beautiful Day (2012): Este longa reúne três curtas dirigidos e animados por Don Hertzfeldt. Com traços extremamente minimalistas e quase todo em preto e branco, é um belo trabalho que trata de temas difíceis como transtornos mentais e morte.

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101- Os Mensageiros (2007): Mais um daqueles filmes onde uma família é aterrorizada por forças sinistras numa casa no meio do nada, este Os Mensageiros é tão genérico que precisei procurar a sinopse no Google pra me lembrar do que se tratava.

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102- Rua Cloverfield, 10 (2016): Este auto-intitulado “primo” do Cloverfield de 2008 ganha do seu parente em todos os sentidos — da direção segura que sabe contar uma história (ao invés da câmera trêmula que causava ataques de labirintite) ao elenco pequeno e eficiente, passando pelo clima claustrofóbico e pela dúvida perene: o que realmente há lá fora?

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103- Ave, César! (2016): Sou grande fã dos Coen, mas dessa vez eles decepcionaram. É um filme que não engrena, cheio de piadas que não funcionam. Junto com Matadores de Velhinhas, é pra mim o mais fraco dos irmãos.

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104- Como Enlouquecer Seu Chefe (1999): Tirando a trama improvável sobre hackers de garagem que criam um vírus capaz de roubar milhões de dólares, esta divertida comédia é um retrato fiel do mundinho dos escritórios, cubículos e chefes escrotos. De quebra, ainda deu origem ao meme “That would be great!”.

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105- O Incrível Hulk (2008) (*): Talvez o segundo melhor filme da Fase 1 do MCU (atrás do primeiro Homem de Ferro), se sai melhor no quesito ação do que o longa de Ang Lee, embora sucumba ao mesmo problema de sempre da Marvel: um vilão desinteressante que é basicamente uma cópia malvada do protagonista.

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106- O Abrigo (2011): O início — há uma tempestade a caminho? — sugere um filme-desastre como tantos outros, mas O Abrigo vai muito além, entregando um ótimo drama psicológico sobre paranoia e sanidade, com performances poderosas de Michael Shannon e Jessica Chastain.

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107- Ele Está de Volta (2015): Esta comédia alemã em que Adolf Hitler acorda na Berlim dos anos 2010 é baseada n um romance, mas resolveu investir numa estética semi-documental que faz tudo parecer improvisado. Tem uma mensagem a passar, mas até chegar nesse ponto, já foram muitas piadas sem-graça para se aturar.

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108- Terremoto – A Falha de San Andreas (2015): O que esperar de um filme-desastre com The Rock como protagonista? San Andreas é exatamente isso: uma sucessão de cenas de destruição, bons efeitos especiais, diálogos ruins e uma trama que não faz muito sentido, mas um filme que nunca tenta ser mais do que é. A falta de pretensão é justamente o que o torna um passatempo eficaz, embora facilmente esquecível.

Junho

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109- Garota Exemplar (2014) (*): Curiosamente para um filme em que evitar spoilers é tão importante, Garota Exemplar cresce ainda mais na revisão, sabendo de todas as reviravoltas, principalmente quando se assiste junto com quem não tinha visto.

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110- X-Men: Apocalipse (2016): Bryan Singer inseriu uma piada do tipo “a terceira parte é sempre a pior”, provavelmente tirando onda com Brett Ratner, que comandou o criticado X-Men 3. Mas X-Men: Apocalipse acabou sendo o mais fraco entre todos os seis X-filmes, com um vilão boboca, piadas recicladas (nem Mercúrio, que roubou a cena em Dias de Um Futuro Esquecido, consegue surpreender aqui) e estrelas no piloto automático (tô falando de você, Jennifer Lawrence). Ainda diverte — são os X-Men, afinal —, mas passou da hora da franquia dar uma guinada radical. Ou descansar por um tempo.

Julho

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111- A Travessia (2015): Visualmente é incrível como Robert Zemeckis sempre soube fazer, apesar de alguns momentos muito exibicionistas incomodarem um pouco. Em termos de história, porém, não há nada que o doc O Equilibrista já não tenha feito com excelência.

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112- A Bruxa (2016): Terror psicológico que evita os sustos fáceis, causando medo muito mais por sua atmosfera — tanto as forças exteriores que aterrorizam uma família nos EUA do século 17 quanto os membros dessa própria família se voltando uns contra os outros.

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113- Guardiões da Galáxia (2014) (*): Seu maior trunfo (além da trilha, claro) é a dinâmica divertida e orgânica entre os integrantes da equipe, com destaque para Rocket e Groot, que têm mais vida do que muito personagem de carne-e-osso por aí. Embora não escape de problemas comuns do MCU, como o vilão pouco memorável (Ronan? Rohan? Zohan? Segunda vez que vejo e nem me lembro mais), foi uma surpresa agradável quando lançado e continua funcionando bem.

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114- A Órfã (2009): Como muitos filmes de psicopatas, fica exagerado demais no final, mas a escalação de Isabelle Fuhrman como a personagem-título — que, se não convencesse, afundaria a obra totalmente — é o seu grande acerto.

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115- O Exterminador do Futuro (1984) (*): O clássico que lançou as carreiras de James Cameron e Schwarzenegger tem aquela cara datada de anos 80, mas permanece um das melhores mesclas de ação e ficção científica, com sua premissa simples, intrigante e bem executada.

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116- O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015): Olha, fui com a expectativa lá embaixo e não achei tão horrível quanto pintaram por aí. Tá certo que metade do filme é um remake quase quadro-a-quadro do original de 1984, e a outra metade cria uma bagunça temporal mal-explicada (e cujas surpresas o próprio trailer já estragou); ainda assim, até curti acompanhar essa linha alternativa com um Terminator vovô.

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117- Going Clear: Scientology and the Prison of Belief (2015): Não sei o que assusta mais neste bem executado documentário sobre cientologia: as táticas de manipulação e controle, que incluem membros da seita feitos “voluntariamente” prisioneiros; uma religião que usa “ciência” no nome e prega que um tirano intergaláctico exilou bilhões de seres na Terra há 75 milhões de anos; ou o fato dessa galera ter conseguido sonegar bilhões de dólares em impostos após vencer a IRS com ameaças e jogo sujo.

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118- Alien – O Oitavo Passageiro (1979) (*): Adoro a série Alien e este primeiro filme é provavelmente o melhor (ou pau a pau com Aliens – O Resgate), contando com calma uma história de terror com roupagem de ficção científica. A experiência de finalmente vê-lo nas telonas (num cinema a céu aberto) teria sido melhor se não fossem uns idiotas que não sabiam se comportar em público e deviam achar que estavam no espaço, onde ninguém pode ouvir você gritar.

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119- Batman – A Piada Mortal (2016): Quando adapta a trama da clássica HQ de Alan Moore e Brian Bolland, até que esta aguardada animação se sai bem, embora os traços simplificados deixem muito a desejar em relação à arte de Bolland e não casem com o clima sombrio que o filme tenta evocar. Mas colocar 30 minutos de prólogo num filme de 1h15 foi demais: pode ter sido boa a intenção de dar mais destaque à Batgirl, mas o resultado é desinteressante e completamente fora de lugar.

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Lucas Paio

Lucas Paio é mineiro de Belo Horizonte, passou quatro anos na China e agora vive em Berlim, onde passa o tempo livre no cinema (os poucos que exibem filmes sem dublagem em alemão) e conhecendo a cerveja, digo, a cultura local.