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Top 10 – Os Melhores filmes de ficção-científica de 2016

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DEPOIS DE CONTAR COM AS DICAS DE LEONARDO LOPES CARNELOS EM 2015, a lista de melhores filmes de ficção-científica do ano retoma para os meus dedos. Essa é a quarta oportunidade que temos de produzir essa seleção de grandes títulos sci-fi da temporada e sei que muitos de nossos leitores são verdadeiros entusiastas do gênero. Obrigado pela audiência e espero que gostem das escolhas para melhores filmes de ficção-científica de 2016!

Se você quiser saber quais foram os principais sci-fi de 2013, 2014 ou 2015, basta clicar no ano desejado e apreciar sem moderação as nossas recomendações.

Menções honrosas: ficções científicas de 2016

Independence Day 2: Ressurgimento (Independence Day 2: Resurgence, Roland Emmerich, 2016) Exatamente 20 anos depois daquele lendário 4 de julho, o mundo convive em plena harmonia e nem desconfia que está prestes a ser atacado mais uma vez por forças alienígenas. A grande esperança da humanidade está na determinação dos heróis dispostos a arriscarem as suas vidas para garantir – mais uma vez – a independência global.

Recomendado para quem gosta de: invasões alienígenas, coisas sendo destruídas, ETs tocando o terror e uma falta de noção sem limites


Terminus
(2016) O filme, situado em um cenário pré-Terceira Guerra Mundial, em que EUA, China, Rússia e Oriente Médio vivem um turbulento caldeirão, conta a história do humilde mecânico viúvo David (o inexpressivo Jay Koutrae), que voltando de uma bebedeira noturna na cidadezinha onde vive com sua filha, Annabelle (Kendra Appleton), avista a queda de um meteoro, e em seguida, sofre um acidente com seu carro. Ao entrar em contato com os resíduos do meteoro, David começa a experienciar estranhas visões, que estão diretamente ligadas à seu doloroso passado, e à uma esperança para o futuro, em um mundo à beira do holocausto nuclear. (Eduardo Kacic, do blog Filmes e Games)

Recomendado para quem gosta de: teorias conspiratórias, Terceira Guerra Mundial, meteoro da perdição

A Caminho do Desconhecido (Approaching the Unknown, Mark Elijah Rosenberg, 2016) O capitão William Stanaforth (Mark Strong) é o primeiro astronauta a ser enviado em uma missão de colonização de Marte, e deve enfrentar os percalços e a própria personalidade para atingir seu objetivo. Esqueça a fanfarra visual e narrativa de ‘Gravidade’ ou ‘Perdido em Marte’, para citar apenas os filmes mais recentes e bem sucedidos sobre a temática. Este drama dirigido pelo estreante Mark Elijah Rosenberg, de baixíssimo orçamento, traz uma perfomance admirável de Mark Strong – usualmente conhecido pelos vilões de filmes como ‘Kick-Ass’ e ‘Sherlock Holmes’ – e temas mais conectados com a filosofia e o existencialmente na tentativa de explicar por que Stanaforth está tão obcecado em completar a missão: os vídeos assistidos na viagem servem de pista para isto assim como a autossuficiência do personagem sugere um comportamento misantrópico de não confiar nos seus pares. Neste sentido, é um ‘Na Natureza Selvagem’ no espaço: sem a trilha sonora de Eddie Vedder, sem o ar de road trip com vários personagens, mas empenho em vender e discutir sua filosofia. Vale a pena para quem curte narrativas assim. (Márcio Sallem, em Cinema com Crítica)

Recomendado para quem gosta de: viagem espacial, Lunar, Solaris, 2001: Uma Odisseia no Espaço, Perdido em Marte


Mente Criminosa (Criminal, Ariel Vromen, 2016) Mente Criminosa poderia até ser um filme de super-heróis por causa do elenco, mas ganha status por enveredar para o drama policial. Para diminuir sua sentença, um assassino cruel aceita ser usado em uma experiência, tendo o cérebro de um agente da CIA implantado em sua cabeça. A expectativa do governo é que o condenado aceite completar a última missão do agente. (Tiago Paes Lira, do blog Um Tigre no Cinema)

Recomendado para quem gosta de: A Outra Face, Kevin Costner bancando o badass

Nerve – Um Jogo sem Regras (Nerve, Ariel Schulman e Henry Joost) Num ano em que tivemos uma temporada eletrizante para Black Mirror, agora produzida pela Netflix, e num mundo em que existe uma necessidade cada vez maior de exposição do usuário em busca de atenção de desconhecidos, Nerve se torna uma recomendação quase que obrigatória se tratando de cinema e comportamento, além de uma leitura perfeita da psicologia dos jovens deslumbrados de hoje em uma obra recheada de aventura e emoção.

Recomendado para quem gosta de: aventura, romance, Black Mirror, Mídias digitais

#10

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek: Beyond, Justin Lin, 2016) Kirk (Chris Pine) está passando por uma crise existencial/meia-idade que o faz questionar se ele ainda quer continuar viajando pelo espaço. Similarmente, Spock (Zachary Quinto) recebe a notícia da morte do embaixador Spock (o tributo a Leonard Nimoy é um dos pontos altos do filme), fato que também o faz se questionar sobre sua carreira na Frota Estelar.

Nesse contexto de incerteza, a Frota recebe um pedido de socorro de uma alienígena necessitando de uma missão de resgate em um planeta desconhecido e fora dos limites da Federação, missão essa que apenas a Enterprise é capaz de concluir com sucesso.

Em um aspecto geral, Star Trek: Sem Fronteiras é um bom filme de aventura e uma boa pedida para quem quer ser entretido. Mas enquanto exemplar da franquia Star Trek deixa muito a desejar.

Recomendado para quem gosta de: aventura, trabalho em equipe, crises existenciais, Star Trek


#9

O Lagosta (The Lobster, Yorgos Lanthimos, 2015) O novo filme de Yorgos Lanthimos, cineasta grego responsável por Dente Canino (o melhor filme que vi em janeiro), conta desta vez com muitos rostos conhecidos (Colin Farrell, Rachel Weisz, John C. Reilly) e uma trama, digamos, pouco ortodoxa: as pessoas solteiras (ou que acabaram de se separar) são enviadas a um hotel e têm 45 dias para encontrar um novo par — caso contrário, serão transformadas no animal de sua preferência. É um conceito absurdo que vai ficando cada vez mais estranho, e sempre fascinante de se assistir. Aguardo ansiosamente pelo que Lanthimos nos apresentará da próxima vez.

Recomendado para quem gosta de: romance, gente esquisita, Friends (“Vem ser a minha lagosta?”), animais


#8

Kill Command (Steven Gomez, 2016) A trama se passa num futuro próximo, onde a tecnologia está tão avançada que robôs foram criados para substituir pessoas em lutas armadas. No entanto, um grupo de soldados experientes entra em conflito com os robôs numa floresta.

Confesso que não dava absolutamente NADA por Kill Command. Parecia uma verdadeira bomba daquelas que nos fazem lamentar o tempo perdido na frente da TV. Felizmente descobri um suspense sci-fi de primeira, recheado de ação e que me lembrou demais o clima do primeiro O Predador. Excelente dica para quem gosta de conflitos do homem contra a tecnologia.

Recomendado para quem gosta de: games, robôs, O Predador, Exterminador do Futuro, tecnologia, exército de robôs, futuro


#7

Embers (Claire Carré, 2015) Depois de uma epidemia neurológica mundial, os sobreviventes permanecem vagando pelo planeta buscando significados e conexões num mundo sem memória.

Confesso que Embers está presente nessa lista apenas pela sua ideia incrível do que pela sua execução. É o velho caso da premissa boa demais que os produtores não conseguem transformar num resultado excepcional. Ainda assim, o drama sci-fi sobre a busca por valor na vida através do amor ou de um objetivo oferece uma bela reflexão no público.

Recomendado para quem gosta de: drama, filmes lentos, memória, futuro distópico


#6

ARQ (Tony Elliot, 2016) é um autêntico representante do gênero sci-fi e uma das presenças obrigatórias em qualquer ranking de melhores filmes de ficção-científica de 2016. O longa-metragem produzido pela Netflix foi uma das surpresas da temporada e apresenta uma curiosa história sobre loop temporal, traições e mistérios.

ARQ conta a história de um casal que é atacado em casa por um grupo de bandidos interessados num segredo que o homem guarda. Durante o tempo em que são mantidos como reféns, as coisas dão errado e o cara acaba morrendo. Milagrosamente, ele acorda e vive novamente o mesmo dia sucessivas vezes até descobrir o que precisa fazer.

Recomendado para quem gosta de: Netflix, viagem no tempo, No Limite do Amanhã, Feitiço do Tempo

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.